Sidney Vida

Entradas do Julho 2007

O homem que não deixa margem a dúvidas

Julho 23, 2007 · 2 Comentários

“Se algo já se pode deduzir desta crise [aérea], é a visão elitista dos sedizentes trabalhadores do Partido dos Trabalhadores. Qual a primeira providência de vulto de Lula, uma vez no Planalto? Foi comprar para seu uso exclusivo – com o dinheiro do contribuinte, é claro! – um avião de luxo, ao qual nem um sultão do Burnei se daria o luxo. Para os ministros, que têm jatinhos especiais com aterrissagem privilegiada em qualquer aeroporto, tanto faz como tanto fez que milhares de passageiros sofram nas salas de espera.” 

E continua:  “Uma elite vinda de baixo tomou o poder no país. Uma vez no poder, abusa do poder como nem mesmo o aristocrata Fernando Henrique Cardoso fez. Em público, o coração sangra. Nos corredores, fodam-se os brasileiros todos. Pior cego é o que aprendeu a ver.” 

Ótimo, excelente, irrepreensível, Janer.

Categorias: Política

Uma curta reflexão

Julho 19, 2007 · 1 Comentário

Para mim o mundo tem seis continentes, e o menor deles é Santos.

Categorias: Variedades

A crise política é uma crise de liderança das oposições

Julho 16, 2007 · 1 Comentário

A propósito: o povo do Maracanã demonstra que a crise política brasileira é uma crise de liderança das oposições. Ele teve coragem de vaiar Lula, coisa que elas não fazem. Gostam mesmo é de posar ao lado do Apedeuta. Isso significa que há uma massa de eleitores em busca de representantes. Perfeito, Reinaldo Azevedo.

Categorias: Política

SEM POLÍTICA, SEM TRANSFORMAÇÃO

Julho 11, 2007 · 3 Comentários

(Este artigo foi escrito por mim, e publicado no jornal “A Tribuna“, no último dia 9 de julho do corrente ano.)  

É fato notório que a descrença na classe política não é contestada nem pelos próprios políticos, que deveriam se envergonhar pela forma como são vistos pela opinião pública. É uma dessas unanimidades em que as exceções apenas confirmam a regra.  

Mas, ao mesmo tempo, não existe transformação social perene fora da arena política. Por mais que os cidadãos de bem se enojem dos escândalos, do mau uso do dinheiro público, da carga fiscal avassaladora e da cada vez mais sufocante interferência governamental na vida particular, não há registro histórico de mudança significativa na vida da população que não tenha sido promovida pela via política. Aqui não cabe utilizar a palavra revolução, volta e meia empregada por regimes totalitários que usam o falso manto da vontade popular.  

Este artigo não tem como objetivo apelar para o emocional do leitor, especialmente o jovem, ao lembrar que o poder de transformação da sociedade está dentro de nós. Um dos libelos liberais é que cada indivíduo luta, dentro do espírito das leis e da igualdade de oportunidades, pela própria felicidade e interesse. É justamente da emoção desenfreada que nasce o voto impensado; e é à emoção do povo que apelam os caudilhos e governantes despreparados, cada vez que confrontados a atos ilícitos.  

O apelo à necessidade da participação do jovem na política é puramente racional. É pela apatia de todos que a política se torna campo vasto para os que não têm qualquer compromisso com um projeto de desenvolvimento, seja ele regional, estadual ou nacional. É do desinteresse de nós, jovens (e tomo a liberdade de me colocar como um deles), que viceja a filosofia do “meu pilão primeiro”. É a partir da nossa descrença que a desesperança ganha terreno na mente de quem pode transformar primeiro a própria cidade, depois o país.  

Os exemplos do noticiário não são os mais belos, mas não há caminho que não seja acreditar – e trabalhar – para que a política seja também o caminho mais curto para se fazer o bem. Não para simplesmente mudar a vida das pessoas por intermédio de programas governamentais assistencialistas, nada mais do que a versão mais recente do voto de cabresto. Mas para dar a cada indivíduo a arma para buscar sozinho o que é melhor para si. O poder não suporta vácuo e enquanto os indivíduos honestos e conscientes se mantiverem afastados, alguém vai preencher essa lacuna. E é por isso que o noticiário nosso de cada dia é tão negro e deprimente.  

E digo mais: os santistas devem se orgulhar do passado político. E não me refiro apenas às histórias de lutas, das recusas a se curvar perante o mais forte e injusto; mas, principalmente, porque o maior estadista da história brasileira é filho desta terra: José Bonifácio de Andrada e Silva. Do exemplo do passado podemos pavimentar um futuro menos preso a um Estado mastodôntico que massacra a liberdade do País. Os problemas são grandes, no entanto ficarão ainda maiores enquanto nos mantivermos a margem do processo. Chegou a hora de participar. Pelo bem da nossa Cidade.

Categorias: Política

Uma simples, porém sincera opinião

Julho 9, 2007 · 4 Comentários

Sem sacanagem, mas eu desconheço monumento mais feio no mundo do que o Cristo Redentor.  É sério. O negócio é horrível.

Se eu fosse o engenheiro, artista plástico, escultor – ou a porcaria que seja - que bolou aquela merda, eu pediria perdão em rede nacional; e ainda me auto-flagelaria com uma cinta bem grossa.

Categorias: Arquitetura

300

Julho 9, 2007 · 4 Comentários

A frase mais bacana que o Rei Leônidas fala no filme 300 – que no livro escrito pelo historiador Heródoto, que narra o desastre das Termópilas no seu Livro VII, é reportada não a Leônidas, mas a Dieneces -, é aquela que o rei Xerxes ameaça a defesa grega dizendo: “Minhas flechas serão tão numerosas que obscurecerão a luz do Sol”. Leônidas responde: “Tanto melhor, combateremos à sombra!”. 

É do caralho! Puta-que-pariu! 

E outra que eu acho sensacional é a que segue, mas antes uma explicação: num momento do filme ele mantem a sua guarda pessoal – daí o nome do filme, porque eram 300 homens de esparta, que durante três dias mataram 20 mil persas (será?), e dispensa o restante do exército. Para aqueles que ficaram, ele disse: “Almocem comigo aqui, e jantem no inferno”. Leônidas sabia que sua morte era certa, mas resolveu ficar e morrer lutando. 

Ele ficou por apenas um motivo: ele tinha vergonha na cara. E lógico, deveria ser torcedor do Santos FC. Eu não tenho a menor dúvida.

Categorias: Variedades

O dia-a-dia

Julho 3, 2007 · 3 Comentários

Eu tenho a leve impressão que as experiências mais próximas ao nosso cotidiano, são as mais importantes. Sei que não descobri a roda. É apenas uma constatação. 

Quando falamos em País, Democracia, Congresso, Ministros e tutti quanti, esquecemos que bem próximos a nós, temos figuras de um mesmo naipe como Prefeitos, Secretários Municipais e Vereadores. Acho interessante como pensamos no macro, mas esquecemos do micro; ou seja, costumamos não dar o mínimo valor ao que acontece bem aqui no nosso quintal.  Minha vózinha está doente? Meu cachorro morreu? Perdi os meus documentos e bati o meu carro? A comida está fria? Meus filhos são malcriados? Foda-se!, afinal de contas, o dólar está baixando e não sei como o Bush foi capaz de invadir o Iraque e coisa e tal… Maldito imperialismo Ianque! 

Acredito que as experiências do dia-a-dia são as mais significativas para as nossas vidas; tanto que não há problema mundial que supere uma doença familiar, um desentendimento com um amigo querido, ou um problema com a namorada ou esposa. Chega uma hora na vida que damos conta, como bem dito pelo grande Roberto Campos, de que as tragédias universais não concorrem com as tragédias domésticas.

Conclusão: o café servido em Santos, SP, anda com um gosto horrível e as praias estão muito sujas; também faltam boas livrarias aqui nesta cidade de merda. Ademais, o meu amigo Villarinho não aceita que o São Paulo F.C. é um time de merda; e o meu outro amigo, Rafael Campos, não me devolve de jeito nenhum o livro que eu emprestei (tu és um grandíssimo filho-de-uma-puta).  

Devolve meu livro (O Vidiota), Rafael Campos! E mais: Villarinho, seu time é um lixo!

Quer saber, eu quero mais é que o Congresso Nacional e a seleção brasileira de futebol queimem no inferno. E a Paris Hilton também.

Categorias: Variedades

Vai tomar no cú

Julho 1, 2007 · 3 Comentários

Categorias: Variedades