Lula quer ver o brasileiro celebrando o 7 de Setembro. Para ele, o exemplo a ser seguido é o dos Estados Unidos e o 4th July.
Não deixa de ser estranho que os petistas estejam se mirando no ‘imperialismo americano’. Esse é o menor dos problemas. Mostra apenas que os ocupantes do governo não têm convicções. Apenas conveniências.
O que o Molusco quer, na realidade, não é ver celebração ao ‘dia da independência’. É adulação ao governo. Faz parte da insidiosa campanha para ‘valorizar a auto-estima’ do povo brazuca, mero discurso de quem está sedento por signatários a um projeto político totalitário. Os esquerdistas, que tanto protestaram em desfiles do passado, ficam enfezadinhos com qualquer protesto de um grupo organizado qualquer. Tudo é golpismo. Beira a paranóia. Na verdade, é mera variação do ditado popular que reza: “quem tem, tem medo”.
Tudo é slogan no governo federal. Eu já deveria estar acostumado com isso. Não fosse o Consenso de Washington, Lula já teria sido decapitado na Praça dos Três Poderes. Na política prevalece o blá blá blá. O discurso vazio. Se é para citar os americanos, é um festival de bullshits. Conversa mole. Papo furado. É corruptela do pensamento do ‘Brasil, ame-o ou deixe-o’ usado pelo regime militar e tão combatido pela ‘vanguarda esquerdista’.
Nada como um dia após o outro…
Lula e asseclas fazem questão de esquecer que o brasileiro não liga para o 7 de setembro por um raro momento de inteligência. A independência americana foi alcançada à bala, em uma sangrenta guerra contra um império construído nos campos de Eaton. A brasileira surgiu de acerto com uma metrópole decadente. Nossa história, aliás, é feita de acertos. A Guerra da Secessão resultou em federalismo que faria muito bem ao Brasil, casa da Maria Joana em legislações.
Das liberdades individuais americanas, em que não havia sequer imposto de renda (no século XIX), surgiu uma imigração que fez a riqueza da maior potência econômica do último século. Da colonização portuguesa nos sobrou a miséria, assunto caudaloso que nos deu uma legião de populistas e receitas paternalistas.
Os americanos fazem bem em comemorar uma independência conquistada a custa de sangue. Os brasileiros devem aproveitar o feriado para ir à praia e passear com a família. O melhor é ignorar ao apelo dos petistas. Não vamos nos solidarizar diante de um discurso tão patético.