Sidney Vida

Entradas do Setembro 2007

O de sempre

Setembro 28, 2007 · 1 Comentário

Situação em Mianmar.

O governo brasileiro fica indignado. A União Européia fica indignada. A ONU então, nem se fala…

Mas de prático, ninguém faz nada. A não ser os Estados Unidos. Imediatamente os americanos bloquearam todos os bens no país dos carniceiros militares e os proibiram de entrar na América.

Como sempre, o único país a tomar qualquer medida prática é os Estados Unidos, a nação responsável por 50% de tudo o que é doado a título de filantropia no planeta.

Ah, esses imperialistas ianques…

Categorias: Política

SOBRE MEIAS-VERDADES E MEIAS-MENTIRAS

Setembro 15, 2007 · 6 Comentários

(Este artigo é de minha autoria, e foi publicado no jornal “A Tribuna de ontem)

O ministro Guido Mantega é desastrado com as palavras. Menos mal que o plano de navegação da economia em vigência foi traçado antes de o PT chegar ao poder. Se o ministro da Fazenda tivesse que provar os dons premonitórios na pasta que comanda, estaríamos em ainda piores lençóis.
  
Primeiro, afirmou que o caos aéreo era sinal do progresso do País, apenas para ser desmentido tragicamente semanas mais tarde pela morte de 200 pessoas. Semanas depois alegou não existir margem para a redução de impostos no Brasil.
  
O prezado ministro disse uma meia-verdade. Mas o outro lado da meia-verdade é a meia-mentira.
  
A carga tributária de 37,3% do Produto Interno Bruto é um acinte. É ofensiva a quem está disposto a trabalhar pelo País. Há margem para decréscimo, a despeito da pífia reforma que o Governo Federal pretende fazer no setor e apesar do discurso de Mantega.
  
Dizer que não há possibilidade de redução é frase que foge do problema real, que é o tamanho do Estado. Seria bem mais fácil se o atual governo não tivesse inchado o tamanho da máquina pública; se em canetadas não houvesse efetivado servidores não concursados; se mostrasse empenho político em acabar com a estabilidade dos servidores públicos; se prosseguisse com as privatizações; se tivesse facilitado as regras para contratações dentro da economia formal; e, last but not least, não tivesse aparelhado o Estado com correligionários, criando malandramente recursos para o próprio partido.
  
O maior sinal do fracasso brasileiro é que a grande carreira possível para parte da classe média ainda é nas fileiras do Estado. Empreender nem pensar. O Estado, infelizmente, é uma máquina mastodôntica para o desperdício e insaciável para sugar os recursos do contribuinte, que está sufocado, tendo como única saída o aeroporto mais próximo (Deus nos livre e guarde!), e, às vezes, nem isso, se lembrarmos do caos aéreo.
  
Existem muitos mais exemplos que poderiam ser apresentados ao ministro Mantega, mas só estes já servem para mostrar que, como diria a personagem infantil, depois que inventaram os idiotas, acabaram os pretextos.
 

Categorias: Política

Não é cinismo. É constatação

Setembro 14, 2007 · 5 Comentários

Renan foi absolvido.

E daí?

A única coisa que me surpreende é ter gente surpresa com a decisão. Será que realmente esperavam outra coisa?

Fujam, meus caros. Peguem seus amigos, familiares e todas as pessoas com as quais se importam e deixem isso aqui para nunca mais voltar.

Esse País já acabou. E faz tempo.

Categorias: Política

Fim dos tempos

Setembro 10, 2007 · 6 Comentários

Nosso nível de degradação moral atingiu nível que se torna possível (e de bom senso) duvidar se existe possibilidade de mudar a situação.

Duvida? Veja aqui.

O mundo está cada vez mais parecido com o retratado por Ayn Rand em Atlas Shrugged. Uma pena que os poderosos percam tempo com baboseiras e não leiam as obras que contam.

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7 de setembro do molusco

Setembro 10, 2007 · Deixe um comentário

Lula quer ver o brasileiro celebrando o 7 de Setembro. Para ele, o exemplo a ser seguido é o dos Estados Unidos e o 4th July.

Não deixa de ser estranho que os petistas estejam se mirando no ‘imperialismo americano’. Esse é o menor dos problemas. Mostra apenas que os ocupantes do governo não têm convicções. Apenas conveniências.

O que o Molusco quer, na realidade, não é ver celebração ao ‘dia da independência’. É adulação ao governo. Faz parte da insidiosa campanha para ‘valorizar a auto-estima’ do povo brazuca, mero discurso de quem está sedento por signatários a um projeto político totalitário. Os esquerdistas, que tanto protestaram em desfiles do passado, ficam enfezadinhos com qualquer protesto de um grupo organizado qualquer. Tudo é golpismo. Beira a paranóia. Na verdade, é mera variação do ditado popular que reza: “quem tem, tem medo”.

Tudo é slogan no governo federal. Eu já deveria estar acostumado com isso. Não fosse o Consenso de Washington, Lula já teria sido decapitado na Praça dos Três Poderes. Na política prevalece o blá blá blá. O discurso vazio. Se é para citar os americanos, é um festival de bullshits. Conversa mole. Papo furado. É corruptela do pensamento do ‘Brasil, ame-o ou deixe-o’ usado pelo regime militar e tão combatido pela ‘vanguarda esquerdista’.

Nada como um dia após o outro…

Lula e asseclas fazem questão de esquecer que o brasileiro não liga para o 7 de setembro por um raro momento de inteligência. A independência americana foi alcançada à bala, em uma sangrenta guerra contra um império construído nos campos de Eaton. A brasileira surgiu de acerto com uma metrópole decadente. Nossa história, aliás, é feita de acertos. A Guerra da Secessão resultou em federalismo que faria muito bem ao Brasil, casa da Maria Joana em legislações.

Das liberdades individuais americanas, em que não havia sequer imposto de renda (no século XIX), surgiu uma imigração que fez a riqueza da maior potência econômica do último século. Da colonização portuguesa nos sobrou a miséria, assunto caudaloso que nos deu uma legião de populistas e receitas paternalistas.

Os americanos fazem bem em comemorar uma independência conquistada a custa de sangue. Os brasileiros devem aproveitar o feriado para ir à praia e passear com a família. O melhor é ignorar ao apelo dos petistas. Não vamos nos solidarizar diante de um discurso tão patético.

Categorias: Política