Sidney Vida

Entradas do Dezembro 2007

A hora da bonança

Dezembro 23, 2007 · 3 Comentários

(Este artigo é de minha autoria, e foi publicado no jornal “A Tribuna“ de hoje) 

Os moradores da Baixada Santista e Vale do Ribeira não vivem um momento qualquer. Trata-se de uma chance histórica. A expressão pode ser um pouco surrada, mas nem por isso não é verdadeira. Basta verificar que as vocações da região são turísticas e portuárias. E ambas estão interligadas.A coluna Radar, de Veja, publicou nesta semana que os 5 milhões de turistas que visitaram o Brasil em 2007 deixaram no País US$ 5 bilhões em divisas. Qual é nosso quinhão nessa bolada? Cabe às autoridades e ao empresariado da região agirem para que a pergunta não seja retórica, mas sim o pontapé inicial nos debates e ações para que o desenvolvimento venha a reboque desses números bilionários.

Principalmente se lembrarmos que a estrutura do Porto que recebe, a cada temporada, mais e mais cruzeiros marítimos, deve ser incrementada. Deverão ser R$ 7,5 bilhões até 2011 em investimentos do Governo Federal. Só neste ano, a economia local terá R$ 60 milhões injetados por turistas (ou levados) pelos transatlânticos. Se pensarmos que 524 mil pessoas embarcam e desembarcam anualmente pelo Terminal Marítimo de Passageiros do Concais, Giusfredo Santini, não é difícil imaginar o quanto podemos evoluir em outros setores relacionados ao turismo e deixar para trás definitivamente a pecha de região a serviço simplesmente do veraneio.

Não se tratam de vantagens apenas econômicas. Mais turistas representam mais vendas para o comércio, empregos, desenvolvimento. Mas não apenas isso. O crescimento que bate à nossa porta demandará investimentos de infra-estrutura. Na limpeza urbana, na reforma de calçadas, na segurança etc. Algo que todo cidadão da Baixada Santista poderá ganhar como bônus, além da mera questão da economia.

Há muito mais por fazer. Tanto que não caberia de forma alguma neste espaço. O turismo pode e deve ser a força motora para o crescimento da nossa região.

A receita é criatividade e trabalho. Mãos à obra.

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