Quando criança, ouvi de uma professora primária a seguinte história:
“As formigas estavam atarefadas carregando pedaços de folhas cujos tamanhos eram muito maiores do que cada uma delas. Uma criancinha, com dó das formigas, pegou folhas e cortou-as com uma tesoura e colocou-as próximas da trilha das formigas. Uma formiguinha disse pra ela: se você cortar as folhas, logo, logo, ficaremos preguiçosas e não faremos as nossas obrigações. Se quer nos ajudar, deixe que a gente faça como sempre fizemos, tá?”
A lembrança desta historiazinha me fez pensar em duas propostas de solução dos graves problemas que o homem sempre enfrenta, principalmente quando a população aumenta: a subsidiariedade e o estatismo. O primeiro significa algo assim: se a pessoa consegue fazer sozinho, deixe-a fazer; se não consegue, que os da sua casa a ajudem; caso sejam insuficientes, permita-se a ajuda dos vizinhos; depois do bairro inteiro, do município, da prefeitura, do governo federal… Aí o poder mais abrangente entra na história na medida em que a anterior não seja suficiente e solicite sua ajuda.
O estatismo é o contrário: o governo aumenta (isto é, aumenta o número de funcionários) e se mete na vida de todos (como Governo Federal e sob a forma de leis), de muitos (prefeituras) e de poucos (famílias).
A subsidiariedade é algo em si mesmo grande e desejável; o estatismo, é o gigante que sempre deve ser visto com reservas e, por isso mesmo, contido dentro de limites razoáveis.
Nossa adorei está historinha da formiguinha se comparando aos problemas do homem, que é totalmente verdade. Beijos
Boa Sidney, assistencialismo não resolve os problemas, é algo como um bandaid e deve ser usado com parcimônia.
Parabéns pela ótima proposição